A parte mais pequena que resolve o problema

Por Miguel Cunha ·

Ia a caminho de uma reunião a semana passada e ouvi um episódio sobre o Steve Jobs, sobre a obsessão dele com simplicidade. Porquê dizer uma coisa em 5000 palavras quando dá em 500. Lembrei-me logo daquela frase antiga, "se tivesse mais tempo, tinha escrito uma carta mais curta". Fiquei com aquilo na cabeça o dia todo, porque calhou mesmo no meio de uma decisão que estávamos a tomar com um cliente.

Eles queriam o sistema completo logo de início. Todas as integrações, todos os relatórios, todos os casos extremos previstos antes de começarmos a construir. É a reação natural quando se investe em algo novo, querer garantir que fica bem feito à primeira. Mas isso significa meses de especificação antes de qualquer pessoa ver uma linha de código a funcionar.

Nós propusemos o oposto. Construir a parte mais pequena que já resolve o problema real, pô-la a funcionar com dados verdadeiros em duas semanas, e deixar que o resto se revele a partir daí. Não porque seja mais barato, embora seja. Mas porque só se descobre o que falta depois de a coisa estar viva. Um protótipo que corre há duas semanas ensina mais sobre o que o negócio precisa do que três meses de reuniões a imaginar.

Aceitaram. Duas semanas depois tinham uma ferramenta a poupar horas todas as semanas à equipa, e uma lista bem mais curta e bem mais certeira do que faltava construir a seguir.

Um sistema não fica mais valioso por demorar mais tempo a chegar. Se conseguimos entregar o mesmo resultado em duas semanas em vez de três meses, poupámos ao cliente dois meses e meio antes de ele sequer começar a usar o que construímos.

É basicamente a filosofia toda da Waldyn resumida numa frase.

Vamos construir.

Vamos falar sobre o seu primeiro agente. Sem compromisso, sem deck genérico.

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